Pouco menos de um mês depois do primeiro, veio o Segundo Campeonato de Judô...
Esse foi em Jundiaí (terra da tia Gra).
O ritual é praticamente o mesmo: domingão, competição, multidão....
Chegamos, e acampamos...Incrível como a gente aperfeiçoa e aprende a cada dia...
Na primeira vez, levei: bolsa, carteira, mochila, 3 trocas de roupa,todinho, lanche, biscoito, água, suco(e não é que vamos para uma ilha deserta, né???lá tem civilização e no mínimo uma cantina...)...Na primeira vez, depois das lutas, João Pedro e Rodrigão ficaram brincando no parquinho que tinha lá no fundo...Resultado: duas crianças sujas, duas calças de judô marrons e nenhuma toalha ou lencinho umedecido na bolsa para dar um banho, mesmo que de gato nas crianças...Lava mão na torneira, enxuga com a camiseta mesmo e coloca a meia e o tênis sujos para não sujar os pés( mais????)E duas mães enlouquecidas...
Na segunda vez, arrumei a mochila um dia antes: todinho, biscoito, bolacha, suco ( que é só o que ele come mesmo)(não levei água, pq a gente compra lá bem fresquinha e não fica tomando água quente o resto do dia)...Dessa vez, apenas uma troca de roupa, mas com direito a lencinho umedecido e toalhinha para secar as mãos e outras coisas...No compartimento externo da mochila, apenas câmera fotográfica, din-din, minha carteira de motorista, e dos planos de saúde( vai que ....)
E lá entraram, sentaram, esperaram com toda paciência oriental..(tá certo que as vezes, baixa a criança mesmo e eles deitam, levantam as pernas, ficam cutucando o coleguinha da frente – faz parte né)...
Dessa vez, ou tinha mais gente, ou o ginásio era bem menor, pq era um mar de brancas ondas, visto de longe...
E lá vem as lutinhas: João Pedro lutou a primeira, com um menininho de Limeira e perdeu...Lá estava eu imaginando, perdeu essa, ganha a outra, certo??? Naaaaaaaaaaaa.....Perdeu as duas desse dia...Mesmo assim, na premiação, lá estão os paisparazzo. O ritual é o mesmo: medalha, pódio em primeiro lugar, fotos segurando a medalha...
Depois, de uma brincadinha no parquinho, o lanche teve mãos e crianças um pouco mais limpinhos...Crocks nos pés para facilitar nossa vida...E 2 mães um pouco menos doidinhas...Ainda bem....
Assim, eu tentei explicar que ele tinha perdido as duas lutas, que ele precisaria prestar mais atenção, senão não ganharia mais medalha...E sabem o que eu ouvi??? ”Mas mamãe, eu ganhei medalha mesmo perdendo...Acho que gostaram de mim, vc viu que linda minha medalha???
Tá bom...tá bom....Da próxima vez, acho que vou dormir até mais tarde.....
domingo, 10 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
AMIZADES...
Incrível como as amizades que temos na vida influenciam na nossa maneira de pensar...
Eu nunca fui de ter turmas de amigos, pois tb nunca fui de criar raízes em uma só cidade...Sendo assim, eu tenho uns poucos amigos em muitos lugares..
Fora a sister, eu tenho uma maxi-amiga em Jundiaí, umas 2 ou 3 em Recife, umas outras 2 em João Pessoa...As amizades que eu tinha feito em Vinhedo e que cultivei durante 10 anos, morreram por motivos de força maior...
Então que eu estava numa fase suuuuper carente da vida, quando João Pedro começou a fazer judô...Mal sabia eu que ali dentro eu encontraria os poucos amigos que tenho hj em Vinhedo...AnaXuxu foi amor a primeira vista. A gente se olhou e puf..Já eramos xuxus de outras vidas...Michel, Diego, Zé tb começaram a fazer uma super parte da minha vida de uma maneira alegre e deliciosa...Viramos família...Pelo menos para mim...
E quando eu me achava satisfeita de amigos por aqui, apareceu tb a Re...A gente já se conhecia, pois ficavámos sentadinhas olhando os nossos pimpolhos fazendo aula juntos...Os comentários eram sempre os mais básicos: qts anos tem o seu?? ele come bem???blábláblá....
Até que um belo dia (sorry Re, mas não tem como eu me lembrar mesmo o dia, mas sei que foi em agosto) viramos um grude só...
E estamos até hoje como unha e carne...
Agora viramos um trio: Xuxu, Re e eu...Ninguém segura qd junta...
A gente ri, chora, brinca, conversa, cochicha...
E quer mesmo saber???? São amizades assim que eu quero para mim...
Eu nunca fui de ter turmas de amigos, pois tb nunca fui de criar raízes em uma só cidade...Sendo assim, eu tenho uns poucos amigos em muitos lugares..
Fora a sister, eu tenho uma maxi-amiga em Jundiaí, umas 2 ou 3 em Recife, umas outras 2 em João Pessoa...As amizades que eu tinha feito em Vinhedo e que cultivei durante 10 anos, morreram por motivos de força maior...
Então que eu estava numa fase suuuuper carente da vida, quando João Pedro começou a fazer judô...Mal sabia eu que ali dentro eu encontraria os poucos amigos que tenho hj em Vinhedo...AnaXuxu foi amor a primeira vista. A gente se olhou e puf..Já eramos xuxus de outras vidas...Michel, Diego, Zé tb começaram a fazer uma super parte da minha vida de uma maneira alegre e deliciosa...Viramos família...Pelo menos para mim...
E quando eu me achava satisfeita de amigos por aqui, apareceu tb a Re...A gente já se conhecia, pois ficavámos sentadinhas olhando os nossos pimpolhos fazendo aula juntos...Os comentários eram sempre os mais básicos: qts anos tem o seu?? ele come bem???blábláblá....
Até que um belo dia (sorry Re, mas não tem como eu me lembrar mesmo o dia, mas sei que foi em agosto) viramos um grude só...
E estamos até hoje como unha e carne...
Agora viramos um trio: Xuxu, Re e eu...Ninguém segura qd junta...
A gente ri, chora, brinca, conversa, cochicha...
E quer mesmo saber???? São amizades assim que eu quero para mim...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O PRIMEIRO CAMPEONATO
No último dia 19, participou do primeiro campeonato....E é assim: as crianças dessa idade participam de duas lutas, com duas crianças diferentes...Mesmo perdendo as duas lutas, sempre ganham uma medalha de participação e incentivo para não desistirem logo...(mas eu como mãe coruja e babona sempre quero que ele ganhe senão as duas, pelo menos uma luta para que a medalha tenha valido a pena)
A competição infantil se chama Biriba (too many jokes)...
A primeira foi em Campinas no Ginásio da Ponte Preta. (não só para o vovô Rob, tá).
As crianças entram todas em fila na quadra, sentam e esperam que o nome de sua academia seja anunciado para que eles levantem e sejam aplaudidos... Aduuuuuulto....Parecia que fazia isso todo final de semana de tão normal, calmo e acordado ele estava(sim, acordado, porque as crianças lutam as 9 horas da manhã do domingo e para estarmos lá nessa hora, levantamos umas 7 e meia). Depois de todos os membros da mesa se apresentarem, falarem e agradecerem aos patrocinadores, depois do Hino Nacional, depois da apresentação dos juízes, depois da distribuição por idades, pesos e medidas, começam as lutas...
Mães e pais e familiares não podem entrar no tatame. As crianças ficam sob responsabilidade de seus “Senseis”(no nosso caso aqui: Michel, Diego e Ana Xuxu, pessoas maravilhosas que moram prá sempre no nosso coração)...Sendo assim, ficamos no andar de cima assistindo literalmente de camarote...Sendo também parenta direta de Murphy, claro que a luta deles seria lááááááááááá do outro lado da quadra....Corre mãe, amiga, câmera, bolsa, mochila (e tudo mais que a gente leva da primeira vez e não precisaria nem da metade) lá pro outro lado a tempo de ver a luta de seu pequeno ídolo....Também não podemos gritar o nome do filho durante a luta, já que ele se distrai, procura nossa voz e consequentemente perde a concentração e a luta. (alguma mãe obedece essa regra??ah tá!) (ainda bem que Tiago, da natação brasileira, por estar sempre embaixo d’água, não ouve sua mãe gritando: vai Tiago, Vai Tiago)
Há rituais, reverências e solenidades para, por exemplo, entrar no local da prática e para iniciar ou finalizar uma luta, sempre no sentido de sinalizar, respeito à modalidade, aos judocas, aos mestres...E ele faz tudo direitinho...
A primeira luta, com um coleguinha da própria academia, ele ganhou...A segunda, com quem ultimamente ele anda chamando de melhor amigo da academia, o Rodrigão, ele perdeu...Mas tudo bem...Pelo menos ele entendeu o espírito da coisa...(será que entendeu mesmo???)
Terminadas as lutinhas, eles vão para a premiação, onde recebem sua valiosa medalha...Nesse momento, nesse local, aglomeram-se todos ao pais, mães, amigas, câmeras, bolsas, mochilas, na tentativa de capturar seu pequeno judoca no lugar mais alto do pódio...Lindos...Orgulhosos...Felizes...Pais e filhos com a mesma sensação de missão cumprida...(será mesmo tanto para eles quanto é para nós???)
Para mim, realmente foi uma missão cumprida...Foi a conclusão de um ano de prática, mas ainda nem tanta habilidade...Foi tudo de forma gradual, bem fundamentada e com o respeito como pano de fundo...Se virão outros campeonatos????Por mim, sim...Por ele, não sei...Espero que sim...Depois eu conto....
A competição infantil se chama Biriba (too many jokes)...
A primeira foi em Campinas no Ginásio da Ponte Preta. (não só para o vovô Rob, tá).
As crianças entram todas em fila na quadra, sentam e esperam que o nome de sua academia seja anunciado para que eles levantem e sejam aplaudidos... Aduuuuuulto....Parecia que fazia isso todo final de semana de tão normal, calmo e acordado ele estava(sim, acordado, porque as crianças lutam as 9 horas da manhã do domingo e para estarmos lá nessa hora, levantamos umas 7 e meia). Depois de todos os membros da mesa se apresentarem, falarem e agradecerem aos patrocinadores, depois do Hino Nacional, depois da apresentação dos juízes, depois da distribuição por idades, pesos e medidas, começam as lutas...
Mães e pais e familiares não podem entrar no tatame. As crianças ficam sob responsabilidade de seus “Senseis”(no nosso caso aqui: Michel, Diego e Ana Xuxu, pessoas maravilhosas que moram prá sempre no nosso coração)...Sendo assim, ficamos no andar de cima assistindo literalmente de camarote...Sendo também parenta direta de Murphy, claro que a luta deles seria lááááááááááá do outro lado da quadra....Corre mãe, amiga, câmera, bolsa, mochila (e tudo mais que a gente leva da primeira vez e não precisaria nem da metade) lá pro outro lado a tempo de ver a luta de seu pequeno ídolo....Também não podemos gritar o nome do filho durante a luta, já que ele se distrai, procura nossa voz e consequentemente perde a concentração e a luta. (alguma mãe obedece essa regra??ah tá!) (ainda bem que Tiago, da natação brasileira, por estar sempre embaixo d’água, não ouve sua mãe gritando: vai Tiago, Vai Tiago)
Há rituais, reverências e solenidades para, por exemplo, entrar no local da prática e para iniciar ou finalizar uma luta, sempre no sentido de sinalizar, respeito à modalidade, aos judocas, aos mestres...E ele faz tudo direitinho...
A primeira luta, com um coleguinha da própria academia, ele ganhou...A segunda, com quem ultimamente ele anda chamando de melhor amigo da academia, o Rodrigão, ele perdeu...Mas tudo bem...Pelo menos ele entendeu o espírito da coisa...(será que entendeu mesmo???)
Terminadas as lutinhas, eles vão para a premiação, onde recebem sua valiosa medalha...Nesse momento, nesse local, aglomeram-se todos ao pais, mães, amigas, câmeras, bolsas, mochilas, na tentativa de capturar seu pequeno judoca no lugar mais alto do pódio...Lindos...Orgulhosos...Felizes...Pais e filhos com a mesma sensação de missão cumprida...(será mesmo tanto para eles quanto é para nós???)
Para mim, realmente foi uma missão cumprida...Foi a conclusão de um ano de prática, mas ainda nem tanta habilidade...Foi tudo de forma gradual, bem fundamentada e com o respeito como pano de fundo...Se virão outros campeonatos????Por mim, sim...Por ele, não sei...Espero que sim...Depois eu conto....
domingo, 26 de setembro de 2010
UM ANO DE JUDÔ...
Nooooossa...Fizemos um ano de judô..Resolvi escrever de novo para registrar a evolução(minha e dele) durante esse ano...
Para quem não conhece, o significado de judô surpreende. Perguntei ao meu amigo Google e lá vem a mais sábia das respostas: Não está relacionado a lutas, golpes ou agressividade. Longe disso, significa “caminho suave” ou “o caminho da vida”.
Sendo assim, agora João Pedro chega por seu caminho e cumprimenta sem precisar lembrar como se faz...A Academia é certamente sua outra casa...Ele conhece todo mundo e todo mundo conhece ele....
Em uma aula sobre o tatame, cada movimentação do corpo exige planejamento. Para ele, a aula de judô deixou de ser “oba-oba” há muito tempo...Por isso, ao mesmo tempo em que se aprimoram as habilidades físicas, o raciocínio se desenvolve...Cumprimentar, aquecer, lutar, entender todas as palavras já fazem parte de sua rotina lá dentro...Agora ele conhece o vocabulário sem precisar de tradução. Tudo evoluiu, não só na prática, mas tb na fala:
Não dá mais cambalhotas, ele faz ROLAMENTOS!
Não senta mais feito índio, é posição AGURÁ!
Não fala: cumprimentar em pé, é RITSUREI!
Não fala: ficar ajoelhado, é SEIZÁ!
Não chama queda de frente, é MAE-UKEMI!
Não chama queda de costas, é USHIRO-UKEMI!
Não fala: o golpe da perna atrás, é O-SOTO-GARI!
Não fala: o golpe da perna no meio, é O-UCHI-GARI!
Em março, ele deixou prá trás a faixa BRANCA e eu deixei prá trás um tabu: pensa que para lutar é preciso apenas destreza física??? Naaaaa...É preciso um alto grau de percepção em relação ao outro, para entender a lógica da movimentação do oponente e tentar surpreendê-lo...Há os desafios de se lidar com o inesperado e mudar o próprio comportamento para superar o adversário...Agora ele está prestes a deixar a BRANCA E BORDÔ para trás também...
Fez amigos, e conquistou os corações que se deixaram conquistar pelo sorriso, pelas palhaçadas, pelos dias de mal humor que ele também tem, pelas brincadeiras, pelas corridas...
Quando está super inspirado, faz duas aulas seguidas, sem pensar duas vezes: Ah mamãe, deixa eu fazer de novo....Vou dizer não????Eu hein!!!Uma das poucas coisas que ele faz com prazer...Vai fazendo, anjo...Vai fazendo....
Para quem não conhece, o significado de judô surpreende. Perguntei ao meu amigo Google e lá vem a mais sábia das respostas: Não está relacionado a lutas, golpes ou agressividade. Longe disso, significa “caminho suave” ou “o caminho da vida”.
Sendo assim, agora João Pedro chega por seu caminho e cumprimenta sem precisar lembrar como se faz...A Academia é certamente sua outra casa...Ele conhece todo mundo e todo mundo conhece ele....
Em uma aula sobre o tatame, cada movimentação do corpo exige planejamento. Para ele, a aula de judô deixou de ser “oba-oba” há muito tempo...Por isso, ao mesmo tempo em que se aprimoram as habilidades físicas, o raciocínio se desenvolve...Cumprimentar, aquecer, lutar, entender todas as palavras já fazem parte de sua rotina lá dentro...Agora ele conhece o vocabulário sem precisar de tradução. Tudo evoluiu, não só na prática, mas tb na fala:
Não dá mais cambalhotas, ele faz ROLAMENTOS!
Não senta mais feito índio, é posição AGURÁ!
Não fala: cumprimentar em pé, é RITSUREI!
Não fala: ficar ajoelhado, é SEIZÁ!
Não chama queda de frente, é MAE-UKEMI!
Não chama queda de costas, é USHIRO-UKEMI!
Não fala: o golpe da perna atrás, é O-SOTO-GARI!
Não fala: o golpe da perna no meio, é O-UCHI-GARI!
Em março, ele deixou prá trás a faixa BRANCA e eu deixei prá trás um tabu: pensa que para lutar é preciso apenas destreza física??? Naaaaa...É preciso um alto grau de percepção em relação ao outro, para entender a lógica da movimentação do oponente e tentar surpreendê-lo...Há os desafios de se lidar com o inesperado e mudar o próprio comportamento para superar o adversário...Agora ele está prestes a deixar a BRANCA E BORDÔ para trás também...
Fez amigos, e conquistou os corações que se deixaram conquistar pelo sorriso, pelas palhaçadas, pelos dias de mal humor que ele também tem, pelas brincadeiras, pelas corridas...
Quando está super inspirado, faz duas aulas seguidas, sem pensar duas vezes: Ah mamãe, deixa eu fazer de novo....Vou dizer não????Eu hein!!!Uma das poucas coisas que ele faz com prazer...Vai fazendo, anjo...Vai fazendo....
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
VAI ENTENDER....
Gente, eu estava fazendo uma retrospectiva de todos esses anos de Jardim Imperador na minha vida, e cheguei a conclusão de que essas coisas não aconteceram só comigo....E vcs já vão entender porque...
Quando a gente vai prá praia, fazemos e aprendemos coisas incríveis:
Quando a gente vai prá praia, fazemos e aprendemos coisas incríveis:
- trabalho em equipe (sempre é um mutirão prá fazer comida, lavar louça, arrumar a casa)
- dividir o que temos (sempre tem dois ou três na mesma rede, colchão, cadeira...)
- caminhada (sempre tem alguém dando uma volta no quarteirão, indo até ali na esquina, indo ali na feirinha - alguém faz isso em sua própria cidade???)
- degustação (comemos de tudo nas barraquinhas a beira mar sem nos preocuparmos com vigilância sanitária)
- rodízio (na hora do banho, na hora de dormir, na hora de andar de bicicleta)
- dormir a qualquer hora do dia ( deitado na rede, na cadeira da praia, na esteira)
- palavras cruzadas (compramos e fazemos e conversamos a respeito dos novos conhecimentos adquiridos na dita cuja)
- Leitura (ler é uma virtude e a exercitamos com vontade)
- Paciência (prá colocar as coisas no carro, prá encarar a estrada, o trânsito, o congestionamento, a falta de água, as filas de supermercado...)
- convivência ( ficamos todos juntos na mesma casa sei lá quantos dias com um único objetivo em comum - descansar nas férias)
- educação (falamos bom dia, boa tarde, boa noite para simplesmente todo mundo que passa na frente do seu portão)
- coragem (terra estranha com gente esquisita)
- observação (cadeira na calçada só olhando o vai e vem das pessoas)
- Madrugar ( até o mais preguiçoso Nordestino da minha vida, levanta cedo quando tá lá)
É......São tantas coisas que poderia ficar aqui escrevendo até amanhã...Mas não vou...Resolvi deixar o resto por conta da imaginação de vcs caros leitores...Aceito sugestões...
domingo, 5 de julho de 2009
GRANDE APRENDIZADO....
E não é que João Pedro vai fazer 4 anos???Isso me lembra um texto que li um dia, certamente não me lembro onde, mas que, com uma pequena edição, funciona tão bem hoje em dia. Tanto prá falar de mim, quanto prá falar dele, que cresce exatamente desse jeito, com frases maduras demais para o alto de sua sabedoria de vida....E não é que ele ensina mais do que aprende????
"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. As crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente. Um dia, sentam-se perto de você e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou crescendo aquele danadinho que você não percebeu? A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: mochilas nos ombros... Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam... Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do balé, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio, subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela... Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes". O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam. Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós... "
SIMPLES ASSIM....
"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. As crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente. Um dia, sentam-se perto de você e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou crescendo aquele danadinho que você não percebeu? A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: mochilas nos ombros... Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam... Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do balé, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio, subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela... Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes". O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam. Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós... "
SIMPLES ASSIM....
quarta-feira, 17 de junho de 2009
CARTA DE AMOR...
"Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
pra que você possa entender
o que eu também não entendo.
Amar não é que ter sempre certeza
é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
é poder ser você mesmo e não precisar finjir
é tentar esquecer e não conseguir fugir.
Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas por você eu posso ser
até eu mesmo que você vai entender.
posso brincar de descobrir desenho em nuvens
posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.
posso tirar tua roupa, posso fazer o que eu quiser
posso perder o juízo,mas com você eu to tranquilo.
Agora o que vamos fazer?
eu tambem não sei.
afinal, será que amar é mesmo tudo?!
se isso não é amor, o que mais pode ser???
estou aprendendo tambem.
Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas por você eu posso ser
até eu mesmo que você vai entender.
posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.
posso tirar tua roupa, posso fazer o que eu quiser
posso perder o juízo, mas com você eu to tranquilo.
Agora o que vamos fazer?
eu tambem não sei.
afinal, será que amar é mesmo tudo?!
se isso não é amor, o que mais pode ser???
estou aprendendo também."
(Rogério Flausino/Fernanda Mello)
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
pra que você possa entender
o que eu também não entendo.
Amar não é que ter sempre certeza
é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
é poder ser você mesmo e não precisar finjir
é tentar esquecer e não conseguir fugir.
Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas por você eu posso ser
até eu mesmo que você vai entender.
posso brincar de descobrir desenho em nuvens
posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.
posso tirar tua roupa, posso fazer o que eu quiser
posso perder o juízo,mas com você eu to tranquilo.
Agora o que vamos fazer?
eu tambem não sei.
afinal, será que amar é mesmo tudo?!
se isso não é amor, o que mais pode ser???
estou aprendendo tambem.
Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas por você eu posso ser
até eu mesmo que você vai entender.
posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.
posso tirar tua roupa, posso fazer o que eu quiser
posso perder o juízo, mas com você eu to tranquilo.
Agora o que vamos fazer?
eu tambem não sei.
afinal, será que amar é mesmo tudo?!
se isso não é amor, o que mais pode ser???
estou aprendendo também."
(Rogério Flausino/Fernanda Mello)
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